A história emocionada de Gabriel Padilha, que perdeu a filha de 17 anos no dia 3 de setembro do ano passado, vítima de acidente na Lagoa Rodigo de Freitas.
A autobiografia do deus da guitarra, com depoimento tocante sobre a morte do filho Conor.

Não deve ser tarefa muito fácil adaptar para o cinema a história de vida de personalidades tão marcantes. Sempre corre-se o risco de o filme não estar à altura do biografado. O ponto de equilíbrio, nesses casos, costuma ser a força da interpretação, como ocorreu com Salma Hayek, em Frida, Jamie Fox, em Ray, e agora, com Marion Cotillard, interpretando de forma magnífica a vida sofrida e ao mesmo tempo arrebatadora de Edith Piaf, em "Piaf - Um Hino ao Amor".





MARAVILHOSA a exposição de Clarice Lispector no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Passei uma tarde me deliciando com suas cartas, fotos, a beleza ainda muito presente dessa diva da literatura (até consegui ver um certo charme em Sampa...). Aliás, o Museu é fantástico. Impossível não "viajar" na história de nossa língua. Lá, temos a oportunidade de conhecer os diversos "falares" do português mundo afora. Amei. Quanto tiver mais tempo, falarei com detalhes dessa experiência "deliciosa", para usar uma expressão bem paulistana.
“[Abelardo e Heloísa] Continuaram a se amar pelo resto de suas vidas com o poder da memória e da saudade – até que a morte os unisse eternamente.”
Vi e revi o importante documentário “A revolução não será televisionada” (The revolution will not be televised, Irlanda, 2003) sobre as tramas que levaram ao golpe contra o governo Hugo Chávez, em abril de 2002, na Venezuela. Penso que todo estudante de jornalismo, professor e profissional deveriam assistir-lhe. No mínimo, é um contraponto a tudo o que lemos ou escutamos na cobertura sobre a política de Chávez aqui no Brasil.
"E tanto sofrimento por estar, às vezes sem nem saber, à cata de prazeres. Não sei como esperar que eles venham sozinhos. E é tão dramático: basta olhar numa boate à meia luz os outros: a busca do prazer que não vem sozinho e de si mesmo. A busca do prazer me tem sido água ruim: colo a boca e sinto a bica enferrujada, escorrem dois pingos de água morna: é a água seca. Não, antes o sofrimento legítimo que o prazer forçado."
(A descoberta do mundo, pág. 404)
"Só esta expressão rosas silvestres já me faz aspirar o ar como se o mundo fosse uma rosa crua. Tenho uma grande amiga que me manda de quando em quando rosas silvestres. E o perfume delas, meu Deus, me dá ânimo para respirar e viver.
Aleida Guevara compareceu à Feira do Livro de Turim para lançar a edição italiana do livro de memórias de sua mãe, Aleida March, desde a infância pobre em Cuba até o casamento com o com o líder revolucionário Ernesto Che Guevara, em 1959. Entre as revelações de "Evocación - La mia vita a fianco del Che", título em italiano, está uma carta que Che enviou do Congo à Aleida, alguns anos depois do primeiro encontro, na qual ele relembra como um beijo e o amor fizeram com que houvesse "um choque entre o revolucionário e o verdadeiro Che". No lançamento, Aleida, a filha, diz: "O meu pai e a minha mãe viveram uma grande paixão".
O talentoso cineasta Michael Moore está de volta. E, mais uma vez, gerando muita polêmica, agora com seu "Sicko", documentário que aborda o sistema hospitalar público e privado nos Estados Unidos. Mesmo fora da competição, "Sicko" foi apresentado no Festival de Cannes, no sábado, e "roubou a cena", de acordo com as notícias veiculadas sobre o evento. Vamos torcer para que o Tesouro dos EUA libere o lançamento do documentário, agendado para 29 de julho. Moore é sempre garantia de subversão, o que, para mim, é uma qualidade.
Assisti a "Pão e Rosas", importante filme do diretor britânico Ken Loach sobre a luta de classes em sua forma mais crua. O cenário: Los Angeles. Lá, na terra dos sonhos, duas irmãs mexicanas, Maya e Rosa, e outros imigrantes latinos - a maioria ilegal, são explorados trabalhando como faxineiros em um prédio comercial. Recebendo pouco mais de US$ 5 por dia, sem direito a férias e outros benefícios, eles se acomodam naquele subemprego até o aparecimento de Sam, um ativista sindical que tenta a todo custo convencê-los de que vale a pena aderir ao sindicato para que, juntos, possam exigir da empresa o cumprimento das leis trabalhistas. Apesar da coação e de demissões de colegas, os faxineiros partem para a luta. E vencem. O nome do filme vem de uma faixa carregada como estandarte que resume os anseios dos trabalhadores. "Nós não querems só pão, queremos rosas também"
"Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível - que era seco como a febre de quem não transpira, que era amor sem ópio nem morfina. E 'eu te amo' era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé".
Eram ladrilhados ou triangulares, de cimento ou asfalto, coloridos ou acinzentados. Não sei não!
Do jornalista e escritor Audálio Dantas, em parceria com o fotógrafo Tiago Santana, o livro “O chão de Graciliano" traz um belo ensaio fotográfico mostrando como está hoje a região em que Graciliano nasceu, viveu e ambientou sua criação literária.
"Decidi fazer o que já estava querendo há algum tempo. Tirei outra vez o livro da estante. Recomecei a ler, pela quarta vez, O Amor nos Tempos do Cólera. Pela primeira vez em Espanhol. E foi como reviver os meus seis últimos anos nos cinquenta e tantos em que se desenrola o romance.
Os maiores cientistas do mundo em climatologia estão no Brasil para debater as mudanças climáticas globais no fórum "Aquecimento Global: Por que devemos nos preocupar". Trata-se do primeiro fórum científico sobre o tema realizado no país após a contundente divulgação dos relatórios preliminares do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU.
"Amo a língua portuguesa. (...)
No dia 14 de maio, às 19h30, o físico Paulo Artaxo (foto) e o cientista ambiental Pedro L. da Silva Dias, ambos da USP, vão apresentar a palestra "Mudanças Climáticas Globais e Cenários Climáticos Futuros".
Aqui as imagens dos dias de trabalho e de passeio (como disse, ninguém é de ferro!) em Floripa.MENTIRA
Acreditei na vida, e foi assim
que, cheia de alegria e de esperança,
deixei alimentar dentro de mim
um amor puro e ledo, de criança.
Pensei ter alcançado então, o fim
por mim tão desejado, e, sem tardança,
senti-me venturosa, escrava enfim,
julgando meu o que ninguém alcança.
Mas, aí! Tu só mentiste. E foi em vão
que tentei afogar no coração
o pranto desta mágoa que delira...
O teu amor, que tanto ambicionei
e a que tão loucamente me entreguei,
não passava, afinal, de uma mentira!...
Das ruas de Glasgow para o The Albert Royal Hall, em Londres: esta é Amy Belle, a jovem cantora que faz dueto com Rod Stewart no show “One Night with Rod Stewart”, gravado no final do ano passado. Os dois emocionam na interpretação de “I don’t want to talk about it”; Amy canta o refrão enquanto recebe o carinho e a reverência do grande Rod. O show, também disponível em DVD, traz sucessos antigos, como Sailing e You’re in my heart, e algumas canções da série The Great American Songbook, como What a wonderful world e Blue Moon (essa simplesmente MAGNÍFICA!).
Escutei o novo CD de Yusuf Islam, o nosso Cat Stevens. Não é, digamos, um "Tea for the
Elsa & Fred é a história de dois velhinhos que experimentam o amor após os 80 anos. Ela é argentina. Ele, espanhol. Ela está com uma doença terminal, mas nem por isso perde a alegria de viver. Ele, ao contrário, não enxerga prazer em sua vida, sobretudo depois da morte da esposa, que o fez querer mudar-se para o prédio em que Elsa mora. A iniciativa do encontro é dela, encantada com o novo vizinho. Mesmo após algumas investidas sem sucesso - Fred resiste, com medo de se envolver - ela não se intimida e seu jeito meio moleca pouco a pouco vai conquistando o coração dele. Quando a paixão explode, a vida de ambos ganha um novo sentido. Elsa sempre sonhou em conhecer Roma, para ter o seu dia de Anita Ekberg na Fontana de Trevi. Ele a leva lá e encarna Mastroianni, com direito a gatinho e tudo o mais. O filme é uma comédia romântica que cativa do início ao fim (a última cena é bem a cara da "menina" Elsa) e deixa-nos a sensação de que nunca é tarde para (re)começar. Tem como cenários mia bella Itália e a Espanha. Mais um motivo para não perder essa belezinha.
COMO EU TE AMO
Eu te amo em dimensões de abismo e de altitude,
onde a alma ainda alcança o azul da plenitude,
no limite do ideal, além do próprio ser.
Eu te amo dia a dia, em nímia beatitude,
desde a luz da manhã à luz do anoitecer;
eu te amo livremente, ou sem leis nem poder;
eu te amo com orgulho, e com terna atitude.
com a fé infantil, que permanece forte,
com o estranho calor dos crentes e dos santos.
E se Deus o quiser, implorando em meus prantos,
amar-te-ei, também, depois da própria morte!
Elisabeth Barret Browning, poeta inglesa
Tela de A. Modigliani
ESTE AMOR
Este amor que levamos escondido
e, por nós dois somente, partilhado;
tão fundo em nós gravado, e assim gravado,
tão longe de poder ser esquecido;
este amor só por nós dois dividido,
e, por tão dividido, eternizado
este tão doce amor, crucificado,
este amor como vento de verão,
tão
que às vezes foge, sem querer, da mão,
mas, embora mistério..., tão constante!
Poema de Marco Antonio Cajiao,
Tela El abrazo, da série Abrazos (1998),
de Cézar Correa,
poeta e artista colombianos
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ANSEIO